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A hora da boa política: apontar caminhos e ancorar uma visão de futuro

A RAPS cumpre sua missão e objetivos ao contribuir para o aperfeiçoamento do processo político e da democracia brasileira na medida em que: (1) identifica e estrutura uma rede de lideranças alinhadas em princípios e valores e, fundamentalmente, comprometidas e engajadas com a construção de um país mais justo, próspero, democrático e sustentável; e (2) promove o debate e a construção de uma visão compartilhada de desenvolvimento sustentável do Brasil.

Quando de sua criação, em maio de 2012, imaginava-se que o impacto e a contribuição da RAPS dar-se-ia em um período de médio e longo prazo (de 10 a 15 anos). Embora o sistema político já se mostrasse disfuncional e incapaz de oferecer respostas aos desafios do país, não se esperava uma deterioração tão profunda e desorganizadora da vida social e econômica como agora se verifica.

O país, desorientado, vê-se num labirinto devido a decisões equivocadas de suas lideranças que legaram ao país uma governança política disfuncional que se traduz em impasse político, com esgotamento do presidencialismo de coalizão, a hiperfragmentação dos partidos, uma regulação invasiva e sem estratégia – incapaz de estimular o investimento, empreendedorismo e o crescimento – e um Estado com graves problemas de inchaço, que não conseguiu estruturar serviços públicos básicos de qualidade.

Para apontar caminhos e ancorar uma visão de futuro, temos que avançar. Em 2016, com mais de 1.150 inscrições, a RAPS integrará a quarta turma de líderes. Novos Líderes RAPS, Empreendedores Cívicos e Jovens RAPS se unirão à rede de líderes. Seremos mais de 400 mulheres e homens, de todo o país, dos mais variados espectros partidários, comprometidos com uma ação política que transforma o Brasil a cada dia: ética, transparência, amizade cívica, justiça social e sustentabilidade.

A população busca respostas aos graves problemas que assolam o país. Cabe a todos nós oferecê-las.

Mãos à obra!

Raps News

Planejamento de campanha é fundamental para enfrentar as eleições

“Planejar uma campanha eleitoral é tarefa fundamental e deve ser iniciada com bastante antecedência.” Com esta recomendação, o especialista em estratégia e pesquisa, Leandro Machado, membro do Conselho Diretor da RAPS, iniciou sua palestra no Curso de Campanhas Eleitorais fechando o primeiro dia, sábado (14/05), deste módulo.

Até segunda-feira (16/05), os Líderes RAPS que serão candidatos neste ano receberão conteúdos e treinamento a fim de se prepararem para enfrentar a disputa eleitoral.

No domingo (15/05), o professor norte-americano Steve Jarding abordou os temas Plano de Campanha e Planejamento Estratégico. Jarding é professor de Políticas Públicas da John F. Kennedy School of Government – Harvard University e especialista em gerenciamento de campanhas eleitorais.

Segundo ele, estratégia, mensagem e plano de campanha constituem os elementos essenciais para uma campanha eleitoral bem-sucedida. Nesta segunda-feira (16/05), os participantes do curso cumprem a etapa de Media Training com Steve Jarding, encerrando assim o Curso de Campanhas Eleitorais.

O especialista de Harvard permanece em São Paulo durante toda a semana porque ministrará palestras e treinamentos para a turma de Líderes RAPS de 2016, no Módulo II de Formação e Capacitação da nova turma.

Raps News

O jogo entre os poderes: papel e responsabilidade das lideranças

Os brasileiros assistem diariamente, desde as eleições de 2014, o desenrolar de uma profunda crise política que se arrasta e traz consigo a maior retração econômica da história do País, desemprego em alta, falta de confiança no presente e no futuro e aguda crise social.

Para muitos analistas, não estaríamos vivendo uma crise institucional uma vez que as instituições estão funcionando e, portanto, “a vida segue”. Outros, ao contrário, reconhecem que as instituições fracassam por serem incapazes de engendrar alternativas e soluções próprias, sem a intervenção de outros poderes. O jogo entre os poderes é jogado: o poder executivo federal age e desrespeita as leis orçamentárias, o tribunal de contas e o Congresso; o legislativo investiga e intervém no executivo, avançando o processo de impeachment; o judiciário suspende o presidente da Câmara dos Deputados de suas funções e do exercício do mandato parlamentar, decide sobre a posse de (futuros) ministros de estado e sobre tudo o mais de relevante no País.

Os otimistas alegam que são medidas excepcionais, únicas. Os pessimistas, ao contrário, consideram que se trata tão somente da ponta do iceberg que emerge: somente no âmbito da Lava-Jato, dezenas de agentes políticos, públicos e empresários estão sendo investigados, processados e, provavelmente, serão condenados e punidos. Há outras investigações importantes em andamento e a crise de governabilidade se amplifica e aprofunda.

Qualquer que seja a perspectiva adotada, todos sabem que não há saída institucional rápida nem simples. Se a crise pode eventualmente trazer oportunidades para que se faça um debate de qualidade, isso em nada diminui a responsabilidade dos atuais e principais atores. Ao contrário, é crucial que as lideranças do legislativo, executivo, judiciário e ministério público assumam suas decisões, ações e, sempre, evitem omissões.

Àqueles que a República outorga poderes (e certos privilégios) e responsabilidades para cuidar do bem público e do bem da nação, serão mais cobrados. Eles servem a República e devem fazê-lo com compromisso e lealdade. Não há atalhos institucionais ou espaço para ações inconsequentes e omissões. A crise é de natureza política e sua superação somente será possível através da política, da participação da população brasileira: todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente. Todas as lideranças são corresponsáveis pela governabilidade do País e serão cobradas pelas gravíssimas consequências econômicas e sociais já visíveis.

Afinal, quem nos guardará de nossos guardiões?


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